LUPA - Architecture Studio, Lisbon, Portugal | Escola Secundária Luísa de Gusmão, Proposta LUPAstudio, Concurso Público
Proposta LUPAstudio para o Concurso Público para a requalificação e ampliação da Escola Secundária Luísa de Gusmão, em Lisboa, Portugal
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CC.ESLG.16

Escola Secundária Luísa Gusmão – Concurso Público – Proposta

 

A proposta assenta na criação de uma escola mais inclusiva e orientada para o aluno, uma escola transformada e adaptada às exigências contemporâneas. Onde o respeito pelo projecto original se manifesta na preservação e ampliação dos edifícios existentes, que caracterizam e emprestam identidade ao conjunto. A ideia de futuro e informalidade é expressa na forma livre, solta e curvilínea que permeia a estrutura reticulada e racional, que reforça o carácter institucional da educação formal.

O conjunto edificado existente dispõe-se em ‘T’ – as duas alas de Aulas (A) desenham um ‘L’, que se ligam ao bloco da Educação Física (G) através de um pequeno volume de um só piso. De cada lado do ‘T’ dois terreiros, um aberto a sul para socialização e recreio, voltado ao miradouro do Monte Agudo e à mata da escola e um segundo a poente dedicado ao desporto, próximo ao bloco da Educação Fisica (G).

A nova distribuição de funções adequa-se à compartimentação existente, evitando demolições desnecessárias, e preservando-se ao máximo as qualidades arquitetónicas do projecto original. As pequenas alterações recentram a escola no aluno, e nas suas possibilidades e liberdades (criativas, produtivas, intelectuais, desportivas, culturais, sustentáveis, etc).

Abrem-se os pisos térreos ao exterior através da forma curva da nova fachada de vidro, e criam-se zonas cobertas junto a esta. Através desta nova fachada, os espaços de aluno interiores, relacionam-se diretamente com os espaços cobertos exteriores, criando uma sinergia entre ambos.

A ampliação e ligeiro reposicionamento da área de entrada e recepção da escola oferecem maior conforto em termos de acessibilidade, com mais espaço para absorver o fluxo de entradas e saídas da escola, melhor controlo e maior versatilidade. Cria-se também uma área sombreada confortável para esperar e conviver.

Ao chegar à entrada principal existem três opções:
1. Em frente, entrada directa para o átrio principal da escola e consequente ligação a todos os espaços e funções.
2. À esquerda, ao longo da fachada nascente do corpo A, para uma grande área de parqueamento de bicicletas, trotinetes e outros veículos não motorizados, que permite o acesso ao recreio a sul.
3. À direita, uma larga escadaria exterior que conduz a uma entrada secundária e que garante um acesso autónomo à Biblioteca, Ginásio/Salão de festas e zona do aluno com cafetaria e refeitório, podendo receber público fora do horário escolar.

Existe um quarto acesso no canto nordeste da área de intervenção, onde se realizam as cargas e descargas, gestão de resíduos, entrada para veículos de emergência e acesso ao recreio desportivo.

A escola organiza-se em torno de uma entrada principal, que assegura o acesso direto ao espaço escolar e ao átrio central, funcionando como ponto de distribuição para todas as alas e funções académicas. Em complemento, prevê-se uma entrada secundária, autónoma e claramente identificada, que garante o acesso independente à Biblioteca e ao Ginásio/Salão de festas. Esta estratégia permite a utilização destes espaços por parte da comunidade em períodos não letivos, sem comprometer a segurança e a organização da escola durante o horário escolar, preservando a sua utilização educativa quotidiana.

A intervenção proposta centra-se na zona nuclear da escola, no encontro dos volumes, onde se prevê a demolição da escada e elevador existentes, bem como do pequeno volume de ligação ao corpo G. Permanecem assim três volumes principais — os corpos A, e o volume do ginásio — que serão reabilitados e articulados com o novo volume central agregador, que engloba a nova Zona do Aluno, concebida como o pulmão da escola. Esta zona desenvolve-se verticalmente, ligando o piso 0 — onde se localiza a entrada principal — ao piso 1, através de uma escada em anfiteatro que estrutura o átrio central. No piso 1, a Zona do Aluno ganha maior expressão, estendendo-se em torno da Biblioteca, que se assume como o coração do conhecimento. Nos pisos superiores, um vazio circular sobre o átrio permite a continuidade visual e espacial entre os diferentes níveis, funcionando como elemento de articulação entre as alas de ensino formal. Esta abertura vertical promove também a ventilação natural do edifício, reforçando a ideia de um espaço que respira e se abre em todas as direções — física e simbolicamente — como centro vivo da escola.

Para além da organização funcional dos acessos, a proposta reforça também a dimensão espacial e simbólica da relação entre interior e exterior. A Zona do Aluno, enquanto espaço central e articulador, prolonga-se para o exterior, dissolvendo os limites entre o edifício e os recreios. A fachada envidraçada que envolve esta zona permite uma transição fluida e transparente entre os ambientes interiores e os pátios exteriores, promovendo a extensão das vivências escolares para fora do edifício. Os campos desportivos, de geometria ortogonal e traçado definido, contrastam com os percursos exteriores e zonas de estadia, que se adaptam à topografia e à vegetação, assumindo uma morfologia mais livre e natural. Esta dualidade entre o rigor formal e a fluidez informal traduz-se numa experiência espacial integrada, onde o desenho acompanha e potencia a diversidade das práticas educativas e sociais.

 

 

 

Programa: Escola Secundária D. Luísa de Gusmão

Localização: Penha de França, Lisboa

Ano/Fase: Concurso Público, 2025, Proposta;

Promotor: Lisboa Ocidental SRU – Sociedade de Reabilitação Urbana E.M., S.A.

Arquitectura: LUPAstudio

Área Bruta de Construção: 11 770,00m²

Date

14/04/2026

Category

Concursos, Educativo, Equipamento